Gestão

Michael Porter e a sua Estratégia Competitiva

4/11/2016 • por meuSucesso .com

Conheça mais sobre o modelo das Cinco Forças de Porter, concebido por Michael Porter, e descubra como aplicar essa estratégia no seu negócio.

Muito provavelmente, você já ouviu um professor, um colega ou um parceiro falando em “estratégia competitiva”. Mas será que a expressão tem sido empregada para designar o que realmente significa? “Estratégia” e “competitividade” são termos muito comuns no dia a dia de empreendedores, executivos e profissionais de negócios em geral. E, justamente por isso, muitas vezes são utilizados juntos para explicar alguns assuntos, mas nem sempre se referem exatamente à teoria científica que existe por trás. Hein? Teoria? Ciência? E não estamos falando de negócios?

Sim, estamos falando de negócios. Administração é prática, mas também é uma ciência, para quem não sabe. E, enquanto ciência, é feita por estudiosos que dedicam suas vidas a analisar do ponto de vista teórico os mais variados aspectos que envolvem os assuntos práticos da área. Entre esses cientistas, está Michael Porter, criador da Teoria da Estratégia Competitiva e que, desde 1989, quando lançou "A Vantagem Competitiva das nações", é cultuado no mundo todo como grande referência para empresas e também gestões públicas.

 

Estratégia competitiva de Michael Porter

Essa teoria tem base em três “estratégias competitivas genéricas” apontadas por Porter como fundamentais para que uma empresa supere competitivamente as concorrentes. São elas: custo total, diferenciação e enfoque. Vejamos detalhadamente cada uma:

  1. Custo - É básico: para ser uma empresa competitiva, comece buscando a eficiência na produção. Trata-se do bom e velho fazer mais com menos. Esse primeiro ponto da teoria de Porter diz que a empresa deve, além de produzir o máximo gastando o mínimo possível, minimizar gastos com propaganda evitar demandas de assistência técnica, procurar canais de distribuição eficientes, utilizar a pesquisa como uma maneira de encontrar soluções e evitar que ela própria se torne uma fonte de despesa e, por fim, oferecer um produto com preço competitivo.

  2. Diferenciação - Aqui entra o fator “construção de marca”. Porter explica que esse caminho tem como fio condutor a percepção de valor que o público terá sobre o negócio e deve utilizar os investimentos e publicidade e tecnologia, bem como assistência e atendimento aos clientes, como instrumentos. 

  3. Foco - Consiste em concentrar esforços numa demanda específica e ser o melhor no que faz. Identificar lacunas, oportunidades, demandas reprimidas é o primeiro passo.

Porter explica que essas estratégias tanto podem ser trabalhar de forma separada como de maneira conjunta, desde que sejam muito bem alinhadas com os objetivos do negócio. O modelo possibilita analisar o grau de atratividade de um setor da economia.

 

Cinco forças competitivas de Porter

A análise do ambiente externo pode ser realizada por meio do modelo de cinco forças da competitividade, desenvolvido por Porter na década de 70. Este modelo identifica um conjunto de cinco forças que impactam a competitividade. É uma ferramenta de análise que estabelece uma relação entre as cinco forças capazes de influenciar fortemente o equilíbrio competitivo em um determinado mercado.

  1. Rivalidade entre concorrentes - diz respeito ao nível de competição existente entre os players do mercado. Em um ambiente com vários competidores, a rivalidade será alta.
  2. Ameaça de novos entrantes – a empresa tem que estar atenta o tempo todo com a entrada de concorrentes diretos, que buscam figar a mesma fatia de mercado.
  3. Poder de barganha dos clientes -  Ao passo que a tecnologia reduziu vida dos produtos e mudou a percepção de valor do produto, a relação entre os clientes e as empresas mudou. Os clientes ganharam poder, são exigentes e obrigam as empresas a adotar condutas visando a responsabilidade ambiental e social.
  4. Poder de negociação dos fornecedores - Muitos fornecedores em um mesmo segmento reduz o poder de negociação, basicamente, funciona na lei da oferta e da demanda. Quanto mais fornecedores, menor o poder de barganha.
  5. Ameaça dos produtos substitutos – São considerados produtos substitutos aqueles que são diferentes, mas que mesmo assim atendem a mesma necessidade, o que, na verdade, acaba por torná-los concorrentes.

 

Sobre Michel Porter

Norte-americano, Michael Porter nasceu em 1947, no estado de Michigan. Autor de 19 livros, é considerado, hoje em dia, o mais importante guru da administração e maior autoridade mundial em estratégia competitiva. Porter foi professor em Harvard, e é muito respeitado nos âmbitos acadêmico e empresarial.

Além disso, tem mais de 125 artigos publicados, inclusive foi premiado várias vezes por escrever os melhores. Sua formação é de Engenharia Mecânica, pela Princeton University, mas, também fez mestrado e o Ph.D. em Administração na Harvard University.

Enfim, os estudos do pesquisador sobre Estratégia Competitiva, obviamente, não se encerram nesses aspectos e, para entendê-los em sua total complexidade, é muito importante se aprofundar no assunto. Aqui, deixamos como sugestões de leitura alguns dos livros dele:

  1. (1979) "How competitive forces shape strategy"
  2. (1989) "A Vantagem Competitiva das nações"
  3. (1991) "Estratégia Competitiva”
  4. (1996) "What is Strategy”
  5. (2001) "Strategy and the Internet”
  6. (2006) "Redefining Health Care”
  7. (2018) "HBR's 10 Must Reads on Strategy for Healthcare"


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