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Confira a entrevista com as sócias da SiliconHouse, a casa que fomenta o empreendedorismo no Vale do Silício

10/06/2016 • por meuSucesso .com

Andrea Litto e Taciana Mello, sócias do Silicon House, explicam como funciona o networking e o ecossistema de compartilhamento do Vale do Silício

Tecnologia, inovação, empreendedorismo, novas formas de se trabalhar, programação, design e modelos de negócios. Pense em um lugar que reúne tudo isso em um espaço que é casa e ao mesmo tempo negócio e que também te leva a discutir sobre todos esses temas acima trazendo, além disso,  discussões importantes sobre realização pessoal, sonho, propósito e objetivos de vida. 

A SiliconHouse tem essa promessa e é um hub de negócios, onde pessoas do mundo inteiro vão para conhecer o espaço, trocar experiências e aprender com outros empreenderoes. Mas além de promover um ambiente favorável a conexões entre empresários, executivos, empreendedores e investidores gera oportunidades tangíveis por meio da imersão cultural e uma nova forma de lidar com a inovação.

Andrea Litto e Taciana Mello, sócias do Silicon House, responderam algumas perguntas da equipe do meuSucesso.com que irão ajudá-lo a refletir sobre como funciona o networking em um lugar como o Vale do Silício. Confira:

que explora o conceito da cultura do networking no Vale do Silício e a experiência sobre o tema aplicada à realidade brasileira.

Imagine um lugar onde durante o dia as pessoas falam sobre tecnologia, inovação, empreendedorismo, novas formas de se trabalhar, programação, design, modelos de negócios e coisas mais. Durante a noite, esse mesmo ambiente abre espaço para conversas sobre a vida, família, países viajados e vividos, sonhos realizados e a realizar, risadas, bebidas, a mais pura interação.

1- Como funciona na prática a cultura do fluxo livre de pessoas e informações no Vale do Silício?

O compartilhamento de ideias é feito intensamente. As pessoas não têm receio de que a sua ideia vai ser roubada, uma mentalidade que ainda prevalece no Brasil, infelizmente. Além disso, uma ideia é apenas uma ideia se não tiver um time relevante por trás. Um dos principais aspectos avaliados pelos investidores é o time que os fundadores conseguiram reunir. Aliada a uma execução bem feita e, sem dúvida, ao comprometimento do empreendedor.

Além disso, em um ambiente diverso como o Vale, com pessoas de diferentes países e culturas, há uma intensa e estimulante troca de ideias, experiências e oportunidades que acontece naturalmente. Essas características fazem com que exista uma proximidade maior entre as pessoas e, consequentemente, uma maior troca de conhecimento.

2- Como são os meetups, apresentações de projetos e competições de startups? Enfim, como se dá a interação no Vale do Silício?  

Essa é a forma mais eficiente e eficaz de ter acesso a contatos, conhecimento e oportunidades. Meetups acontecem às centenas, todos os dias e é possível mapear esses eventos com meses de antecedência. Incubadoras e aceleradoras também realizam eventos para pitches ou competições para startups. Empresas como Google, Facebook, firmas de Venture Capital participam ativamente em busca de oportunidades e a interação é direta, objetiva.

Empreendedores sabem o que deve ser falado durante o pitch, por exemplo, o que investidores querem/precisam saber. Além disso, meetups, sessões de pitch e competições são excelentes oportunidades para feedback. Toda e qualquer startup por aqui entende que saber o que pensam potenciais usuários, investidores, fornecedores sobre o produto/serviço, durante o processo de desenvolvimento e aprimoramento, é fundamental.

3- Expliquem melhor o conceito do “Pay it forward” e como isso cria valor na cultura do Vale do Silício, por favor.

Colaboração é uma das palavras-chave no Vale. Existe o claro entendimento que colaborar beneficia a todos e é uma das principais, se não a única, forma de evolução e construção de algo duradouro e relevante. No Vale, colaboração é uma “atitude”.

O Pay it Forward é parte dessa cultura e se traduz, por exemplo, com empreendedores mais experientes que ajudam os que estão começando prestando mentoria e orientação. Empreendedores que viraram investidores vão abrir algumas portas porque sabem como pode ser difícil ter acesso ao dinheiro no primeiro momento. Essas atitudes são motivadas pelo desejo de contribuir para que o círculo virtuoso do Vale tenha continuidade. Não existe obrigatoriamente a expectativa de uma “retribuição”. Quem quer ajudar, procura se colocar no lugar do outro e, com a sua experiência, o ajuda.

4- O networking variado e diversificado é fundamental para o sucesso. Por quê? 

Estabelecer conexões entre e com pessoas, ideias, oportunidades, experiências é o que pode fazer a diferença entre o sucesso e apenas mais uma “boa ideia”. Nesse contexto, networking vai além de uma troca de cartões ou conexões no LinkedIn. Trata-se de uma busca contínua por estabelecer colaborações que vão gerar valor (nas suas diversas formas), para todas as partes envolvidas.

A riqueza do Vale está em reunir personagens – empreendedores, investidores, academia, corporações – que estimulam a troca de experiências e identificação de oportunidades, que beneficie todos. Ideias/projetos que inicialmente podem não ter futuro isoladamente, quando “se encontram”, podem criar algo muito maior.

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