Empreendedorismo

[INFOGRÁFICO] Oceano azul: a arte de tornar concorrentes irrelevantes

30/11/2016 • por meuSucesso .com

Conheça os conceitos-chave da estratégia do oceano azul e veja como se destacar perante a concorrência

A competitividade é uma das forças mais poderosas dos negócios. É através dela que surgem inovações quem melhoram a qualidade dos produtos e serviços e, em última análise, transformam as vidas das pessoas. Mas esses processos também envolvem a morte de empresas ou até de indústrias inteiras. Com o tempo, o mercado fica saturado bens e serviços são comoditizados e tudo tende a implodir. Como uma empresa pode se antecipar e reformular seu negócio antes de ser destruída pela concorrência?

Os professores W. Chan Kim e Renée Mauborgne, que lecionam estratégia corporativa na escola de negócios INSEAD, passaram 10 anos estudando os movimentos de vários mercados durante o último século e delinearam um modelo que se provou extremamente bem-sucedido: a estragégia do oceano azul, que deu origem ao livro de mesmo nome publicado em 2005. "Em vez de retalhar a demanda existente – não raro em processo de encolhimento – e de copiar os concorrentes, a estratégia do oceano azul se concentra em aumentar a demanda e em romper as fronteiras da competição em curso", afirmam os autores no prefácio do livro.

O livro divide a ocupação de um mercado por competidores em dois ambientes: o oceano vermelho – competição ferrenha, baixas margens de lucro, comoditização – e o oceano azul – mercados livres de concorrentes, o que propicia maiores margens de lucro e valorização do produto.

No oceano azul, a empresa nada livremente sem predadores por perto e se posiciona de modo favorável, podendo criar novas regras para o mercado que ainda não haviam sido definidas. Ao mesmo tempo, podem proporcionar diferenciação de produto e menor custo para o consumidor. Empresas célebres que se diferenciaram por meio dessa estratégia são a Google, AirBNB, Uber e Cacau Show.

Características

Oceano vermelho

Empresas competem em um mercado existente

Empresas lutam para superar a concorrência

Empresas exploram demandas existentes

Conflito entre custo e valor

Empresas precisam escolher estrategicamente entre diferenciação e baixo custo

Oceano azul

Empresas criam mercados

Competição torna-se irrelevante

Empresas criam e capturam novas demandas

Quebra do conflito entre custo e valor

Empresas alinham as atividades em busca tanto da diferenciação quanto do baixo custo

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Conceitos

1. Dados consolidados

A estratégia do oceano azul foi criada após dez anos de estudos sobre 150 movimentações estratégicas em 30 indústrias durante 100 anos. Portanto, é um recorte histórico e ao mesmo tempo prático, com base em dados científicos.

2. Une diferenciação e baixo custo

A lógica comum diz que produtos diferenciados têm preço de custo mais alto e, portanto, tendem a ser mais caros – sem mencionar a percepção de valor dos clientes. O oceano azul apregoa que produtos podem ser diferenciados e, ao mesmo tempo, mais baratos. Considere o exemplo clássico do Uber.

3. Cria novos mercados

Ao invés de trabalhar para superar o concorrente, uma empresa pode redefinir os limites da indústria. Com a criação de novas regras de mercado, reconfigura-se todo o cenário de competição que até então estava definido.

4. Baseia-se em ferramentas

Para implementar a estratégia do oceano azul, não basta catar artigos pela internet. É necessário conhecer a teoria e as ferramentas disponíveis que podem ajudar a visualizar e definir as estratégias.

5. É um processo

Grandes empresas não nascem da noite para o dia. A estratégia do oceano azul envolve várias etapas, como a avaliação do mercado, como explorar caminhos para a criação de novos mercados e como converter clientes, por exemplo.

6. Maximiza oportunidades e minimiza riscos

Basicamente cria o cenário ideal de atuação. A estratégia permite testar e validar novas ideias, além de mostrar como uma empresa pode explorar as oportunidades sem correr o risco de ser rapidamente devorada por concorrentes, como ocorre no oceano vermelho.

7. Coloca a execução dentro da estratégia

Quem é familiarizado com metodologias como o PDCA não vai se surpreender em ver que a estratégia do oceano azul embute a necessidade de ação e avaliação contínuas.

8. É uma partida onde todos ganham

Na estratégia do oceano azul, as três proposições estratégicas – valor, lucro e pessoas – são alinhadas. Dessa maneira, clientes, empresas, empregados e stakeholders tendem a serem beneficiados mutuamente.

INFOGRÁFICO

Para o Estudo de Caso de Alexandre Costa, fundador da Cacau Show, criamos o infográfico abaixo, que trata da estratégia do Oceano Azul. Confira:

Infográfico sobre o oceano azul que é uma estratégia que desafia as empresas a transpor as barreiras dos setores já existentes, o oceano vermelho, onde a concorrência é intensa e as empresas tentam superar seus rivais, para abocanhar a maior fatia de demanda existente, com abordagem convencional e menores perspectivas de crescimento.  Para chegar ao oceano azul, as empresas devem desbravar espaços inexplorados do mercado, mergulhando em inovações e tornando a concorrência irrelevante. Oceano vermelho = empresas competindo por um mercado já saturado com ações e posicionamento muito semelhantes. Vale observar: no oceano vermelho, o cenário é de um mar sangrento, povoado por tubarões. Local ondem há constantes batalhas pela comida que já é escassa. Exemplo de mercado do Oceano Vermelho: o setor das companhias aéreas, em que as estratégias na maioria dos casos são semelhantes e há muita concorrência. Oceano azul = são empresas que encontram um mercado diferenciado em que a concorrência é baixa e a demanda pelo produto/serviço é alta. Vale observar: no oceano azul, a empresa nada livremente sem muitos “tubarões” por perto e opera com tranquilidade e espaço. Isso só é possível porque a empresa torna a concorrência praticamente irrelevante, criando novas regras para o mercado que até então não tinham sido definidas. Mas são todas essas empresas que navegam nesse tal de Oceano Azul? Airbnb: soube inovar no mercado de aluguel de acomodações ao ser um intermediário entre quem quer alugar uma casa por pouco tempo e o proprietário do imóvel. Revolucionou o mercado hoteleiro com essa estratégia. Uber: preço acessível, atendimento diferenciado por um serviço de transporte em que “cidadãos comuns” (drivers) dirigem os próprios carros particulares para outras pessoas usando apenas um aplicativo para conexão e negócio entre elas. Google: criou literalmente um novo mercado e foi um dos pioneiros do meio digital ao permitir que usuários encontrem qualquer tipo de informação.  Cacau Show: utilizou-se da segmentação e posicionamento para não competir somente com outras empresas de chocolate. Hoje, uma das maiores concorrentes da empresa é a Boticário, no segmento de “pequenos presentes”.

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