Empreendedores Ricardo Mateus e Michel Dacoreggio da Brasil ao Cubo
Empreendedorismo

Entrevista: Brasil ao Cubo pretende transformar o mercado de venda de moradias sustentáveis

19/01/2017 • por meuSucesso .com

O aluno Ricardo Mateus conta, nesta entrevista, quais as metas da empresa para os próximos 10 anos

O aluno Ricardo Mateus é formado em Engenharia Civil com especialização em engenharia de produção. Ele e o sócio Michel Dacoreggio fundaram em setembro de 2016, em Tubarão, a Brasil ao Cubo, empresa de fabricação de moradias sustentáveis. Nesta entrevista o assinante fala sobre a empresa recém-criada e as perspectivas de futuro.

Casas sustentáveis da Brasil ao Cubo

     "Quero fabricar casas tão bem elaboradas quanto a fabricação de um carro em sua linha de produção, desejo também, entregar valor a uma sociedade que tanto anseia por uma moradia sustentável. Contudo, sonho em um dia ir a uma concessionária Brasil ao Cubo e poder trocar a minha casa modelo 2016 por uma do ano de 2039 com seus respectivos itens de série.", anseia Ricardo Mateus.

meuSucesso.com - Explica como funciona a Brasil ao Cubo.

Ricardo - Somos pioneiros no desenvolvimento de um projeto construtivo de moradias, através do sistema PLug And Play, pelo qual todo o processo que antes acontecia no terreno do cliente, agora é executado em um parque fabril, com linhas de produção em série. Isto garante à Brasil Ao Cubo, escalabiildade de mercado, pois através de canais de distribuição bem elaborados podemos replicar nosso produto em qualquer lugar do país em larga escala, visto que basta colocar os módulos em cima de uma carreta plataforma e instalar a residência em apenas um dia no terreno do cliente. A fabricação ocorre 100% dentro de uma indústria, inclusive mobílias. Assim como ocorre no meio automobilístico, temos casas em estoque. O lançamento da empresa foi em setembro de 2016 em uma feira da construção, aqui em Santa Catarina. Faturamos em 4 meses de empresa R$ 405 mil reais, com lucratividade expressiva de 25%.         

Como você conheceu o meuSucesso.com, o que fez você assinar e continuar estudando com a gente?

Ricardo - Assinei o meuSucesso.com no aniversário de um ano da startup. Conheci a plataforma por meio de um vídeo postado por vocês, no qual o Flávio falava da crise no país, ou seja, caí meio que de paraquedas no site e me apaixonei. Na época estava no ar o Estudo de Caso do David Pinto, muito inspirador por sinal. Na época eu já tinha a Startup de construção de moradias sustentáveis moduladas em uma linha de produção. Assim como Henry Ford revolucionou o mercado automobilístico, nós, sem prepotência, estamos revolucionando o mercado imobiliário. As casas são fabricadas e instaladas em apenas um dia no local desejado pelo cliente. O meuSucesso.com me ajudou a ter paciência e esperar o momento certo para lançar o produto quando estivéssemos realmente preparados. Deste então, não paramos de estudar pela plataforma. O Case da Sambatech foi muito revelador, com o Insight trazido pelo Gustavo Caetano, que é preciso endosso e reputação para alavancar as vendas de seu negócio. Nós aprendemos também com a história do Rony Meisler, da Reserva e com Facundo Guerra, que deixou uma grande corporação executiva para empreender com uma balada na ''rua dos puteiros'', como sua mãe bem fala. São histórias impressionantes. O meuSucesso.com mudou nossas vidas. Posso estudar sentado no sofá da sala, para não dizer deitado, (risos) sem a preocupação de ter que entregar  trabalhos, com o poder de acessar o conteúdo a hora que eu quiser, com verdadeiros monstros do empreendedorismo brasileiro. Muitas vezes estudo bebendo uma cerveja, quem falou que não tem que ser divertido? Quem falou que é preciso um padrão, quem engessou isso? 

Você consegue usar na prática os conteúdos da plataforma?

Ricardo - São vários conceitos que obtivemos na plataforma que ao longo destes dois anos traduzimos para nossa empresa, entre eles podemos destacar o aprendizado de vendas recorrentes de um produto, para que vender uma vez se podemos vender várias vezes? Por meio deste ensinamento criamos a compra programada BR³ que consiste na venda recorrente de 48 mini casas,  no valor de R$ 48.000,00. O cliente paga apenas R$ 1.000,00/mês e a cada mês uma casa será entregue. A ordem de entrega será por sorteio inicial, desta forma garantimos o faturamento recorrente da empresa, bem como o cronograma de obra recorrente. No final destes 48 meses será faturado o total de R$ 2.304.000,00 e isso pode ser feito e entregue para todo o Brasil, ou seja, nada impede de criarmos o segundo grupo de compradores com este mesmo modelo de vendas. Não podemos deixar de destacar o aprendizado que obtivemos sobre endomarketing, as técnicas aprendidas na plataforma nos possibilitou desenvolver uma cultura muito forte, onde o engajamento de nossos colaboradores se reflete na produtividade expressiva, já que todos estão vivendo na prática o sonho idealizado pelos fundadores da empresa.

Fale-me um pouco sobre suas aspirações futuras.

Ricardo - Pelo fato de a Brasil Ao Cubo ser uma Startup que nasceu com um planejamento focado na escalada da empresa a médio/longo prazo, podemos visualizar vários modelos de negócios palpáveis para que isso ocorra, entre eles se destaca o fato de a empresa não ser bitolodada regionalmente, ou seja, entregaremos residências em qualquer lugar do país, estamos criando canais de distribuição do produto, como franquias em todo o território nacional e ainda execução de lojas conceito em diversos municípios do país. Além dos modelos convencionais de moradia, a empresa facilmente poderá fabricar outros modelos, como por exemplo, creches, hotéis, postos de saúde, salas de aula que já saem da fábrica com carteiras, cadeiras, quadro negro, banheiros, bebedouro, climatizadores, enfim, facilidade enorme na entrega do produto, devido a sua industrialização, entre outros módulos habitacionais, trazendo assim parcerias públicas a fim de fomentar a economia da BR³. Com a alta capacidade produtiva que a empresa já tem no início de suas atividades, abre-se uma oportunidade jamais explorada em outros modelos construtivos, que é justamente a venda em massa de residências que poderão ser transportadas até o terreno, isso ocorrerá com a exposição do produto em feiras internacionais como a FEICON BATMAT  (Feira internacional da indústria da construção) que acontece anualmente na cidade de São Paulo. Em uma previsão a longo prazo, algo em torno de dez anos de empresa, acredita-se que a BR³ poderá romper fronteiras e explorar mercados, quebrando paradigmas da construção civil com a criação da concessionárias de moradias Brasil ao Cubo, nas quais o cliente, assim como ocorre na compra de um veículo, irá se deslocar a uma concessionária da empresa para escolher modelos em exposição, cabendo à ''concessionária'' a atualização dos modelos, ano a ano, assim como ocorre no meio automobilístico, garantindo com isso uma padronização dos processos fabris e diferencial de venda, explorando clientes que queiram sua residência a pronta entrega e que já no ato da compra consigam visualizar em escala real a residência adquirida. O Valor de cada modelo irá variar de acordo com o nível de acabamento e seus itens de ''série'' como, por exemplo, a inclusão  ou não de painéis fotovoltaico para a geração de energia elétrica, captadores de água da chuva, ar-condicionado, aquecedores solares, entre outros itens.

Experimente por 7 dias grátis

Aprenda sobre vendas no meuSucesso.com. Experimente por 7 dias grátis.

Comentários