Netflix e a cultura da empresa
Pessoas

Netflix e a sua cultura de liberdade e responsabilidade

13/04/2017 • por meuSucesso .com

Nossa equipe foi até o Vale do Silício para descobrir um pouco mais sobre como funciona a cultura de empresas como Netflix, Kenshoo e Evernote.

Profissionais e uma equipe qualificada são a chave para o sucesso de uma empresa. Quando nós vemos um negócio de alto impacto demonstrando um crescimento exponencial, podemos perceber que por trás há uma equipe competente dando respaldo e apoiando o crescimento.

No Vale do Silício acontece algo que foi denominado como “Guerra dos Talentos” e nossa equipe foi até lá descobrir um pouco mais sobre como funciona esse ecossistema, onde a disputa por profissionais é bem acirrada. O quinto episódio da série Go N Grow faz uma reflexão sobre esse cenário trazendo o ponto de vista de diversos empresários americanos que compartilham um pouco da vivência que tiveram nos últimos anos. Se você é aluno, assista o capítulo e comente o que achou. Se quer saber mais sobre a série e aprender com a gente, confira um pouco mais.

Netflix: compreendendo a cultura da empresa

Uma empresa que vem à mente quando pensamos em um time focado em crescimento, que obteve ótimos resultados nos últimos anos, é a Netflix. No final de 2016, a empresa de conteúdo audiovisual online contava com 83 milhões de assinantes e mais de 5.500 títulos disponíveis, arrecadando US$ 2,11 bilhões, 28% a mais do que em 2015. No Brasil, a empresa faturou cerca de R$ 1,1 bilhão, mais que emissoras abertas como o SBT e a TV Bandeirantes. Em 2017, a companhia planeja ultrapassar os 100 milhões de clientes.

Mas, qual será o segredo dela? Provavelmente são muitos, mas com certeza um deles é um time engajado e disposto a levar a empresa a altos patamares. Muito do que fez a empresa chegar na posição atual se deve à cultura de trabalho única que foi desenvolvida. E nós podemos encontrar um pouco sobre isso na Internet. Há um documento com cerca de 124 páginas, compartilhado com mais de 13 milhões de pessoas no Slideshare – inclusive é apontado como um dos documentos mais importantes que saíram do Vale do Silício – que é o famoso “Netflix Culture: Freedom & Responsibility” (Cultura da Netflix: Liberdade & Responsabilidade) e foi desenvolvido por Patty McCord, que era o responsável na época  pela área de Talentos da empresa. Para quem quiser conhecer um pouco mais, pode acessar o documento por aqui.

O conteúdo que faz parte do documento revela a audacidade da empresa em adquirir os melhores profissionais da área. Não há política de férias, nem política de viagem, como outros itens. O que podemos perceber é que a empresa se baseou em trabalhadores autossuficientes que realmente abraçaram a responsabilidade e fizeram o negócio crescer. Portanto, foi construído um estilo de gestão extremamente delegador, políticas e práticas de RH adequadas à sua realidade e uma estrutura muito enxuta.

Evernote: preservando as particularidades

Nossa equipe conversou com Andrew Malcolm, CMO na Evernote, para compreender um pouco mais sobre a cultura da empresa e como manter os funcionários engajados. O que o empreendedor nos revela é que a empresa está no seu oitavo ano e grande parte do time é composto por muitas das pessoas que iniciaram o negócio.

Podemos perceber que a organização se preocupa com seus funcionários. Vimos algumas particularidades como a “cabine” de um dos funcionários da Evernote (que no dia da gravação estava em Nova York), um espaço único dele, no meio do escritório, que demonstra que o negócio preserva as particularidades dos funcionários. “Você tem que acreditar em compartilhar a sua responsabilidade, é necessário ser incrivelmente transparente com as pessoas e você precisa dar as pessoas uma razão para trabalhar em algo que elas se importam”, comenta.

Não olhe apenas para as habilidades

Ty Abernethy, co-fundador da Take the Interview, empresa de tecnologia de recrutamento focada em processos de entrevistas de emprego, conta que o objetivo é ajudar as companhias a organizarem e gerirem o alto volume de inscrição dos candidatos e ao mesmo tempo fazer com que o tempo seja otimizado, contratando-se o mais rápido possível.

Como o empresário comenta, ele mesmo tem que lidar com o desafio de recrutar internamente os profissionais do negócio e faz isso desde o primeiro dia quando começou com o outro sócio a pensar em como atrair, contratar os melhores e fazer a entrevista. “Nós estamos localizados em Nova York e a competição e concorrência é feroz aqui. Acredito que recrutar tanto em Nova York quanto no Vale do Silício tem os seus desafios, como no Brasil e em outros lugares. Então, para nós, tudo começa com a cultura. Está claro os valores do negócio, no que acreditamos, qual é a nossa missão e devemos ter certeza que estamos contratando por causa disso. Claro que nós precisamos de determinadas habilidades, mas se você não se encaixa na cultura, nós não iremos considerar você”, afirma.

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