Na imagem, ilustração de Growth Hacker de terno e preparado para fazer a empresa crescer.
Inovação e Tecnologia

Growth Hacking: o essencial sobre a estratégia de crescimento exponencial

4/06/2018 • por meuSucesso .com

Aprenda mais sobre a estratégia Growth Hacking, de crescimento exponencial, e veja exemplos de empresas, como Mc Donalds, Dropbox e Hotmail, que souberam utilizar bem

Você sabe o que é Growth Hacking? Para muitos, trata-se de nada menos que o futuro do marketing digital. De uma maneira mais elaborada, o Growth Hacking (Growth - crescimento e Hacking - resolver problemas de maneira mais disruptiva) é uma estratégia de marketing que visa identificar soluções de sucesso para gerar resultados mais rápidos e objetivos.

Para isso, ela faz uso de táticas como Marketing de Conteúdo, e-mail marketing e SEO (Search Engine Optimization), e une as áreas de marketing, vendas, produção, operações e atendimento de toda uma empresa.

Ela é utilizada em larga escala por empresas que precisam crescer de forma mais acelerada para conquistar investidores como, por exemplo, startups.

No entanto, o Growht Hacking pode ser aplicado em diversos modelos de negócios.

Profissionais de Growth Hacking acreditam que não é necessário um conhecimento profundo em marketing para fazer uso da técnica, mas sim tempo, interesse e paciência com as diversas etapas desse processo, uma vez que ele trabalha basicamente com decisões baseadas em dados.  

É por meio dos dados que o growth hacker lança campanhas estrategicamente desenvolvidas para alavancar o público, seja por meio de aquisições virais e pagas, marketing de conteúdo ou opções já bastante conhecidas, como o email marketing.

No GH o cliente é o centro de tudo e qualquer alteração deve passar antes pelo seu crivo.

O Growth Hacking necessita de menos recursos financeiros e estruturais que os modelos de marketing tradicionais. No entanto, há uma efetiva atuação de profissionais nas plataformas digitais e não há como fugir disso. É por meio delas que se faz possível implementar um modelo de marketing mais fundamentado e gastar menos que as estratégias mais tradicionais.

Uma das melhores maneiras para maximizar o sucesso com o Growth Hacking é investindo na criação de metas inteligentes como, por exemplo, a Meta SMART: S - Specific (Específica), M - Measurable (Mensurável), A - Attainable (Atingível), R - Relevant (Relevante)  e T - Time Based (Temporal).

Não deixe de conhecer nosso guia que explica detalhadamente a estratégia.

Entenda melhor o termo Growth Hacking

Para se familiarizar melhor com essa estratégia, você precisa entender o conceito de hacker.

Antes de mais nada, tenha certeza que você está livre de preconceitos em relação a este termo, de que hacker é alguém que, por exemplo, invade computadores por profissão ou diversão. Essa interpretação negativa não tem nada a ver com esse tipo de hack que estamos falando neste livro.

Etimologicamente, em inglês, hackear significa encontrar brechas no sistema (seja ele online ou não) e achar formas mais criativas, rápidas, ágeis e/ou efetivas de resolver um problema. É uma disrupção do status quo, geralmente realizada de maneira rápida e impactante.

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Você pode ser um Hacker

Growth Hacking é majoritariamente utilizado por startups, que precisam crescer muito rápido - se não acabam morrendo no meio do caminho ou se tornando irrelevantes. Além disso, a tecnologia nos permite buscar uma premissa fundamental para o crescimento exponencial: fazer cada vez mais (resultado) com cada vez menos (recursos).

Mas você pode ser um growth hacker - independente do seu mercado ou modelo de negócios.

Seguindo o raciocínio: se hackear significa encontrar uma brecha no sistema e encontrar um caminho mais rápido, fácil e efetivo para resolver um problema ou promover o crescimento, qualquer um pode ser um growth hacker.

Não é necessário conhecimento profundo em marketing, em vendas, em programação ou nenhum outro pré-requisito técnico. Você vai precisar apenas estar aberto ao conhecimento (tem muita coisa nova que você terá que aprender para alcançar o crescimento - até mesmo um crescimento pessoal!) e ter disciplina para manter uma rotina de testes e aprendizados.

Os reis do Growth Hacking

Se há alguém que sabe muito sobre Growth Hacking o nome dele é Sean Ellis. Não é à toa que o empreendedor norte americano é conhecido como “o pai do Growth Hacking”.

Sean Ellis foi o primeiro funcionário de marketing do Dropbox, um dos serviços de nuvem mais utilizados em todo o mundo. O investidor-anjo e consultor de startups também é criador do portal Growth Hackers - que é o maior do mundo sobre o assunto - e, entre outras coisas, é responsável por disseminar o conceito e as práticas entre empresas, em especial startups. Quer conhecer mais sobre ele? Vale dar uma olhada em nossa matéria que explica tudo sobre o pai do Growth Hacking.

Além dele, outros dois grandes nomes do mundo do GH são os empresários Neil Patel e Bronson Taylor. Juntos, Patel e Taylor são os responsáveis pelo livro “The Definitive Guide to Growth Hacking”, onde eles demonstram o poder do Growth Hacking e como cada decisão deve ser tomada para visar o crescimento.

"O growth hacking deu início a uma série de métodos, ferramentas e boas práticas que simplesmente não existiam no repertório no marketing tradicional", explicam Patel e Taylor.

Exemplos de Sucesso: empresas que souberam utilizar o Growth Hacking

Growth Hacking funciona. Simples assim. Para provar a efetividade dessa estratégia, existem alguns cases que geram bons aprendizados.

É necessário dizer que a grande maioria deles é online porque a tecnologia nos permite um crescimento exponencial de maneira mais rápida e com menos recursos, mas há histórias de sucesso de Growth Hacking que precedem inclusive a criação do termo.

McDonald’s

Esse hack é um exemplo offline - criado antes até da existência da Internet como conhecemos. Em sua estratégia de expansão, na década de 1950, o McDonald’s descobriu que os seus restaurantes localizados à beira de saídas para rodovias interestaduais vendiam mais sanduíches que os situados em outras regiões da cidade.

Então, na hora de colocarem mais pontos de venda, a rede dos arcos amarelos priorizou justamente o tipo de região com o melhor resultado, abrindo filiais próximas a saídas para rodovias interestaduais.

Não há um histórico detalhado do quanto isso foi crucial para o crescimento da rede, mas é sabido que foi o seu novo canal de vendas que possibilitou com que o McDonald’s escalasse o seu negócio a nível nacional.

Hotmail

Antes de ser comprada pela Microsoft, em 1996 o Hotmail era um serviço de e-mail gratuito que tentava encontrar o seu espaço em meio a milhares de provedores pagos.

Apesar de ter uma vantagem competitiva muito forte em uma época onde praticamente não haviam serviços de e-mails sem custo para o usuário, a empresa (o termo startup não era claro, nem muito usado ainda) não conseguia escalar a sua curva de adoção, e só começou a crescer exponencialmente quando encontrou uma “brecha” que conseguia “hackear”.

A simples linha “Clique aqui para conseguir seu e-mail gratuito no Hotmail” colocada ao final de cada mensagem fez com que o serviço passasse de 20 mil usuários para 1 milhão de usuários em apenas seis meses. 12 meses depois, o Hotmail chegou a 12 milhões de usuários.

Twitter 

A grande descoberta no Twitter foi em termos de produto. A rede social até conseguia novos cadastros em uma velocidade razoável, mas percebeu que estava sofrendo muito para manter seus usuários na plataforma: ou seja, seu cliente até entrava e criava uma conta, mas abandonava-a em pouco tempo. E isso é muito ruim para uma rede social que ganha dinheiro dependendo do engajamento de sua base.

Eles descobriram que os usuários que “seguiam” ao menos de 5 a 10 perfis tinham uma probabilidade muito maior de não abandonarem a rede social nos primeiros dias - afinal, uma timeline com mais conteúdo gera maior engajamento.

Então, fizeram alguns testes para encontrarem uma maneira de manter seus novos cadastrados: no momento em que a conta é criada, o Twitter passou a sugerir perfis para que o usuário recém-criado seguisse. Assim, ele entraria na “conta” dos que seguem mais de 5 outros perfis - e teria menos chance de abandono. Funcionou.

Dropbox

Em 2009, o Dropbox tentava atrair novos usuários por meio dos canais tradicionais, mais saturados e de maior concorrência, e mídia na Internet. Mas no final das contas, gastava muito dinheiro para trazer pouco retorno em vendas, e não conseguia aumentar sua base de assinantes.

A descoberta do Dropbox (já com Sean Ellis na equipe) foi que ele poderia usar sua própria base de assinantes para trazer mais consumidores.

Basicamente, o Dropbox vende serviço de armazenagem de dados virtual - um HD na nuvem. E ao dar “de presente” mais espaço para os usuários que recomendassem o serviço para seus colegas em um programa de recomendação (também chamado de referral marketing), aumentou seu número de usuários de 100 mil para 4 milhões em 15 meses.

Quer saber ainda mais sobre Growth Hacking?

Você também pode obter mais conhecimento sobre o Growth Hacking através da série “Gon N' Grow”, exclusiva do meuSucesso. Nela, você vai conferir como diversas empresas do Vale do Silício cresceram exponencialmente e ultrapassaram o valor mercado em US$ 1 bilhão. Além disso, não deixe de conferir nossos 3 guias sobre estratégias de crescimento para a sua empresa.

Para isso, Pedro Waengertner, fundador da ACE e expert do meuSucesso.com foi até a Califórnia para conversar com profissionais de empresas como Netflix, Evernote e Kenshoo, a fim de entender como elas utilizaram o Growth Hacking e obtiveram êxito em seus negócios.

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