O estudo de Caso de Alexandre Ostrowiecki estreia em abril e conta como o empresário assumiu a Multilaser após o desaparecimento do pai



Quando o administrador Alexandre Ostrowiecki começou a trabalhar na empresa de seu pai, a Multilaser, ele não sabia muito sobre como tocar um negócio. Ostrowiecki já era formado em Administração e tinha trabalhado em multinacionais, mas na prática descobriu que "não sabia nada sobre empreendedorismo".

“Quando cheguei à Multilaser, percebi que apesar das minhas especializações e experiências em grandes empresas, não sabia nada sobre empreendedorismo. Nunca tinha feito uma duplicata, não sabia preencher nota fiscal, o que era um holerite, atender clientes, fazer a empresa acontecer de fato”, lembra Ostrowiecki em conversa com o PEGN.

Mas ele aprendeu rápido e, com um ano na empresa, se viu obrigado a assumir o negócio. Seu pai, Israel Ostrowiecki, fundador da Multilaser, faleceu em um mergulho no Oceano Pacífico na região da Costa Rica e Alexandre era o único de seus irmãos que poderia ocupar o lugar subitamente vago.

No comando da empresa, transformou o negócio e fez com que seu faturamento anual saltasse de R$ 20 milhões para R$ 1,2 bilhão. Como fez isso? Inovando o modelo de negócio da Multilaser e reconhecendo que precisaria de ajuda. Em um ato simbólico, Ostrowiecki jogou fora a mesa de seu pai, colocou a sua no lugar e convidou seu amigo de infância Renato Feder para uma parceria.

Novos rumos

Em sua fundação, em 1987, a Multilaser tinha a proposta de importar copiadoras Xerox. Quando apostou na reciclagem de cartuchos de impressão, uma tecnologia que fazia sucesso nos EUA, se consolidou como a primeira empresa da área na América Latina. Mas, ao assumir o negócio em um momento em que os computadores tornavam-se mais populares no Brasil, Ostrowiecki viu que precisava ampliar o leque de produtos oferecidos.

Foi uma decisão acertada e bem executada. Sabendo que não poderia competir com fabricantes de computadores multinacionais, o CEO resolveu investir em acessórios para informática, como mouses, fones de ouvido, aparelhos mp3, câmeras digitais. Além de importação e distribuição, concentrou esforços também na fabricação dos produtos.

“Eu percebi que para ser uma grande empresa não bastava ser um importador, era preciso ser um fabricante. Desativamos a unidade de reciclagem de cartuchos de São Paulo e inauguramos uma fábrica no município de Extrema, em Minas Gerais”, conta o CEO. Hoje, a cartela de produtos inclui também pen drives, tablets e acessórios eletrônicos destinados ao público infantil.

Há 15 anos comandando o negócio, o Ostrowiecki afirma que é apaixonado pelo empreendedorismo, e vê o negócio de uma maneira diferente de seu pai. "Meu pai era um bom chefe, mas ele enxergava a empresa de uma forma diferente. Para ele, a empresa era uma forma de trazer bem estar para a família, era uma fonte de recurso financeiro. Eu vejo a empresa mais como um ente a ser construído, com vida própria. O prazer para mim é a construção. Então invisto mais tempo, mais dinheiro, mais preparação, para que a empresa possa se auto-sustentar. Eu gostaria de ver a empresa 50 anos para frente."

O novo estudo de caso do meuSucesso.com, com Alexandre Ostrowiecki, estará disponível em abril.

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