Empreendedorismo

Intraempreendedorismo: como funciona isso dentro de uma grande empresa?

16/05/2016 • por meuSucesso .com

É elemento essencial para a longevidade da companhia o investimento em uma cultura corporativa

Muito se fala da responsabilidade social de um negócio e da sua capacidade em gerar valor. Mas, o que seria isso em termos práticos? Uma empresa necessita ser sustentável e isso não significa somente respeitar o meio-ambiente. A empresa precisa estar de acordo com a sociedade em que vive e ter uma relação de harmonia.

Além disso, toda empresa tem um papel fundamental que é gerar valor. Elas ajudam a fazer a economia rodar, geram empregos e, consequentemente, dão poder de barganha aos seus funcionários para que isso se reflita no consumo de produtos, serviços e bens de consumo gerando lucro a outros empresários e assim consecutivamente.

Durante o 6º episódio do Estudo de Caso de Alair Martins, o empreendedor comenta que estabeleceu uma meta para o Grupo Martins, na qual ele não acredita que não poderá testemunhar, porém se dedica a construir as bases de sustentação que farão com que esse objetivo seja atingido: fazer com que organização seja a primeira empresa do setor atacadista brasileiro a atingir 100 anos de idade. Hoje a empresa possui um pouco mais de 60 anos.

Para isso, Alair investiu em um modelo de Governança Corporativa que tem como principal objetivo garantir as condições para que a perenidade da organização esteja garantida independentemente de escolhas individuais de suas lideranças.

É elemento essencial para a longevidade da companhia o investimento em uma cultura corporativa. Em todo momento, Alair comenta sobre a ameaça da vaidade e arrogância nos negócios e preconiza a importância essencial de garantir a humildade em todos os níveis da organização. Esse é um dos valores mais relevantes do Grupo.

A busca pela perpetuidade

Além disso, Alair evidencia a importância de se valorizar a simplicidade. Essa atitude está presente nos mínimos detalhes da organização e é tratada como um mantra pelo empreendedor que reitera sua visão quando afirma que devemos buscar sempre o caminho mais simples em detrimento do mais complexo. Esse exercício é levado ao extremo pelo empreendedor e pela organização que fundou.

O desenvolvimento do Grupo Martins e sua busca pela perpetuidade do negócio mostra que é possível alinhar dois vetores de desenvolvimento para o negócio: o desenvolvimento financeiro com a criação de valor social.

Ao levar adiante sua missão de contribuir decisivamente para transformar pequenos varejistas em empreendedores, Alair Martins garante um processo de criação de valor a malha social, na medida em que, gera mais riqueza e prosperidade junto a esse ecossistema de empresários.

Esse movimento é tão relevante que, atualmente, em um de seus negócios, o Grupo Martins tem como sócio a IFC, o braço financeiro do Banco Mundial, dona de 11% do capital do Tribanco. Voltada para fomentar iniciativas que estimulem a melhoria econômica de países em desenvolvimento, a IFC entrou no negócio para ampliar o acesso ao microcrédito “em setores pouco privilegiados e remotos da economia”, segundo sua análise sobre o Tribanco, que lida direto com o pequeno empreendedor, da base da pirâmide.

Atuando em outras frentes: educando o cliente e gerando empreendedores

Assim, a perpetuidade da companhia, além de gerar frutos aos seus acionistas, irá contribuir para o desenvolvimento social do país por meio de sua ação junto a esse público. Alia-se a ação de sessão de crédito realizada pelo Tribanco, o projeto de Educação fomentado pela Universidade Martins de Varejo que apresenta mais de 300 cursos presenciais e a distância. Os programas da UMV tem como foco as tendências de mercado aperfeiçoando a gestão dos negócios de seus clientes através da mais desenvolvida tecnologia de ponto de venda e adequando suas lojas, com projetos arquitetônicos, layout , sortimento , exposição e posicionamento. Tudo isto, incorporando modelos de gestão e capacitação dos funcionários para melhor atenderem o consumidor e, consequentemente, oferecer oportunidade de desempenho competitivo na atuação do varejista.

Outra frente onde o empreendedor constrói sua visão de desenvolvimento de novos empreendedores acontece no Instituto Alair Martins, o IAMAR, que tem a missão de desenvolver o potencial de adolescentes e jovens para construir visões do futuro e transformar suas realidades por meio da Educação para o empreendedorismo. Essa iniciativa foi sugerida por um de seus filhos e, atualmente, impacta milhares de jovens, além de atuar em parceria com organizações como o Instituo Ayrton Senna. O modo básico de ação do IAMAR é por meio da educação empreendedora oferecendo, aos jovens atendidos, conhecimento para se tornarem empreendedores bem-sucedidos gerando renda pessoal e para suas famílias.

Ação gera resultado e Alair sabe bem disso

Como resultado de sua trajetória de empreendedor, Alair já recebeu centenas de honrarias, títulos, comendas e homenagens de entidades, órgãos públicos e empresas brasileiras e estrangeiras. Destaque especial para o Prêmio Barão de Mauá, de âmbito nacional, iniciativa do Fórum de Líderes Empresariais; o Prêmio Destaque Empresarial de Minas Gerais da Revista Mercado Comum durante cinco anos seguidos; o título de Empreendedor do Ano, da Ernst & Young; o Prêmio Life Achievement, também da Ernst & Young, em reconhecimento ao conjunto de sua obra empreendedora; e o título de “Doutor Honoris Causa da Escola da Vida”, da Academia Paulista de Letras, Anhanguera Educacional e Instituto do Empreendedor. O empreendedor tem muita gratidão por esse reconhecimento e, se emociona, ao comentar do orgulho que seu pai deve teria ao observar os frutos colhidos por aquele jovem ambicioso que tinha certeza que a roça era pequena demais para seus sonhos.

A grande lição que a história de Alair Martins nos ensina é: não se acomode. Sempre dá pra ir mais longe, sempre dá pra ir além das nossas porteiras.

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