Gestão

3 super dicas para você desenhar modelos de negócio bem melhores

8/03/2016 • por Bruno Perin

O colunista Bruno Perin dá dicas valiosas de como olhar um problema e procurar uma solução

 

Outro dia, eu estava em um evento incrível e passei a tarde ajudando os jovens a ajustarem melhor suas ideias de empreender. Como sempre, notei que o erro mais básico foi a modelagem. E se você acha que é apenas entre eles, duas semanas antes dei aula em MBA e o erro disparadamente mais cometido também foi, modelagem.

O que é modelagem em primeiro lugar?

É quando você começa a fazer os ajustes no seu negócio, para definir qual seria a melhor forma de atender uma necessidade de um determinado público para resolver um problema especifico. De um jeito ainda mais simples, é você ajustar a melhor maneira de liquidar com problema.

A principal modelagem, acontece no início, quando a ideia saiu da mente e a pessoa está querendo encontrar o jeito de começar a testar. Justamente por possuir poucos recursos, necessidade, tempo e energia disponíveis, quanto mais assertivo melhor será. Até porque isso pode ser fatal.

No entanto, nem sempre as pessoas levam tão a sério esse momento como deveriam. E esse continua sendo o grande erro que vejo no início dos negócios: ajustar a forma mais adequada de começar.

Desta forma, compartilho com você três pontos essenciais para ficar ligado na hora de modelar o seu negócio:

1 – Ajuste de acordo ao problema e não ao que você quer fazer

É muito comum mesmo, os empreendedores começarem a desenhar uma solução para o problema e se apaixonarem por ela. Assim, quando começam a trocar ideia com as pessoas e ver que aquela solução não é a mais adequada para o problema, elas querem buscar outro problema para atender e não ajustar seu negócio para o problema.

Empreendedorismo é uma resposta ao problema, portanto, sua chance de ter um modelo de negócio mais sólido parte de você estar com a linha central seguindo sempre o pensamento: estamos resolvendo isso que nos propomos a resolver?

2 – Trabalhe tanto na ideia quanto na comunicação dela

Essa primeira etapa é fundamental para você não sair investindo seus recursos limitados em algo que, com um pouco de pensamento e bons feedbacks, seria evitado e assim poderia ser destinado ao lugar certo.

Perceba que quando falamos de empreendedorismo já esperamos ter muitas dificuldades, quando falamos de Startups, teremos ainda mais dificuldade, portanto, evitar grandes adversidades logo na largada pode ser vital para o seu negócio. No entanto, o que muitas vezes acontece é que a pessoa trabalha forte no produto, na ideia, mas não pratica tanto a forma de se fazer entender.

É muito comum você ter uma ideia incrível e não conseguir mostrar isso e desistir da ideia, por achar que o mercado não quer, não gosta ou não faz sentido. Portanto, para ter bons feedbacks e ver o que realmente as pessoas pensam, gostariam e odiariam, você precisa ter uma comunicação muito precisa.

3 – Corte, corte e corte.

O maior erro disparado no inicio das Startups é começar amplo demais. Nada chega nem perto disso. Normalmente as pessoas pensam em resolver o problema de uma forma e criam diversas coisinhas extras para ajudar. Quando você vai começar a empreender em Startups, você já está promovendo uma solução diferente para um problema, a sua única busca deve ser inicialmente se aquela solução é boa ou não.

Cada coisinha extra que você pode achar que ajudaria os usuários a se manterem mais tempo, ou darem mais valor a sua empresa, pode confundi-los. E entre oferecer mais valor e confundi-los opte pelo SIMPLES, SEMPRE!

Você precisa saber se esse jeito vai ou não ser útil, foque seus esforços nisso. Pois, depois que ir ajustando e conseguir ver que faz sentido a forma que está resolvendo, você vai implementando as coisas. Imagine, sempre uma pessoa buscando sua Startup, quanto menos opções ela tiver, mais fácil será para ela entender como funciona e se aquilo é bom ou não é. Se colocar algo mais, pode confundir, ela não fazer ou experimentar o que deveria e você acaba não sabendo se é adequado aquilo que está fazendo ou não.

O Uri Levine, fundador do Waze me disse que o mais importante no início do meu negócio é saber o que não fazer.

Quase todo dia estou ajudando alguém a modelar um negócio e essas são as 3 coisas que vejo serem mais fundamentais para você prestar atenção quando estiver fazendo isso. Do fundo do coração espero que isso te ajude a deixar ainda mais lapidada sua ideia para que ela aconteça!E faça com diversão Free LifeStyle.

Nota do meuSucesso.com

Este artigo vai de encontro com o que estamos discutindo no Estudo de Caso de Gustavo Caetano! No episódio 02, que foi ao ar nesta segunda-feira, aborda justamente o tema como diagnosticar um problema e solucioná-lo!

O case é dividido em seis episódios, cada um com cerca de 40 minutos a uma hora de duração, em que o aluno vê logo no início um rápido documentário, que traz diversas entrevistas com profissionais, familiares e amigos que acompanham a trajetória de Gustavo e, em seguida, confere um bate-papo robusto com Sandro Magaldi, CEO do meuSucesso.com.

No total são 6 semanas (um episódio por semana) repletas de conteúdo – além dos outros programas que lançamos – que compõe cerca de 10 horas de estudos.

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Quem escreve

Bruno Perin

www.freelifestyle.com.br em Livro - A Revolução das Startups

Bruno Perin, empreendedor, consultor, palestrante e escritor. Graduado em administração de empresas pela UFSM, especialista em Marketing Experience, pesquisador em Neuromarketing e Startups. Integrante do grupo dos 200 maiores talentos brasileiros pelo Virtvs Group, é referência marcante da nova geração no marketing, sendo responsável por várias campanhas impactantes nas redes sociais em 2011/12. Com experiências em palestras nacionais e internacionais, é considerado fomentador do empreendedorismo e da disseminação do conceito de startup no país. Conectado com os mentores desse tipo de programa no mundo, estuda o implemento e o funcionamento das startups, sendo apontado como evangelista da Geração Y/Z. É o grande nome do Neuroempreendedorismo no Brasil e um dos maiores incentivadores atualmente.