Empreendedorismo

O que é um Produto Mínimo Viável (MVP)?

3/11/2014 • por meuSucesso .com

O objetivo, com o MVP, não é testar o produto em si, mas sua capacidade de mercado

Embora já bastante familiar no mundo das startups, o Minimum Viable Product (MVP), ou Produto Mínimo Viável, em português, ainda gera dúvidas em empreendedores iniciantes e até mesmo em alguns veteranos. Afinal, o que significa? É um protótipo? O primeiro produto lançado no mercado? Uma previsão hipotética do que a empresa vai lançar? Esses são apenas alguns dos questionamentos que se costuma levantar diante do termo.

Em primeiro lugar, é importante ter em mente, de maneira clara, que o Produto Mínimo Viável não é bem um protótipo, no sentido mais comum da palavra. Enquanto este último é uma versão já testada internamente de um produto concebido e disponibilizada para que usuários externos possam experimentar, o MVP, de maneira mais enxuta, pode ser definido da seguinte maneira: é a mais simples versão de um produto, que pode ser lançada com o menor volume de investimento e esforço e não tem como objetivo, necessariamente, a verificação técnica, mas a viabilidade enquanto negócio.

O objetivo, com o MVP, não é  testar o produto em si, mas sua capacidade de mercado. O foco é na aprendizagem por parte dos empreendedores em relação ao produto (que pode não ser necessariamente um produto, mas um serviço também). O MVP deve ter três características básicas: valor de uso; capacidade de reter clientes iniciais; e capacidade de fornecer informações para melhorias futuras. 

Em artigo no site do Sebrae, Yuri Gitahy, fundador da Aceleradora, chama atenção para a importância de compreender bem esses três fatores. "Quem considera que o MVP é somente uma entrega com as funcionalidades mais simples, o menor produto possível ou uma versão criada em poucos dias, somente entendeu o conceito de 'mínimo'", destaca.

"Integrar esse entendimento aos outros dois conceitos - 'produto' e 'viável' - exige um esforço consciente para encontrar o melhor ponto na balança: algo a que o cliente dá valor, usando o menor número de recursos no menor tempo possível, mas que se assemelhe a um produto (e não uma lista de funcionalidades disponíveis para uso)", complementa Yuri.

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