O primeiro caso de compra feita pela internet ocorreu em 1984 e abriu espaço para, na década de 1990, a criação e popularização do e-commerce com grandes nomes como Amazon, eBay e Grupo Alibaba. Explore o mundo do comércio eletrônico neste artigo.


É fato que o comércio eletrônico se tornou o meio de compras favorito dos brasileiros. Segundo uma pesquisa da NZN Intelligence de 2019, o e-commerce foi a preferência de 74% dos consumidores. Mesmo com a pandemia deste ano e o aumento maior que o previsto, a tendência ainda é continuar crescendo nos próximos anos.

O e-commerce é uma modalidade em que o processo de compra e venda é feito pela internet, incluindo as transações financeiras. Através de uma plataforma virtual, vendedores e revendedores podem comercializar diversos produtos e serviços sem a necessidade de uma loja física.

Dessa forma, o comércio eletrônico é um espaço que integra estabelecimentos físicos que decidiram abrir um canal online para, por exemplo, gerar mais receita e criar estratégias de omnichannel, e também abraça novos projetos que preferem começar ou fazer parte exclusivamente do ambiente virtual.

Em ambos os casos, o e-commerce agiliza e colabora com a atividade de gestão em diversas frentes e gera maior peso e atenção na área estratégica da logística. Por isso, se engana quem achar que é fácil criar um negócio online. O processo envolve etapas como produção de site, atendimento ao cliente, estratégias de marketing digital, controle financeiro e de estoque e gestão de informação sobre os consumidores, entre outras. 

Se você pensa em abrir um e-commerce, seja para ampliar um canal de venda ou criar um projeto de empreendimento, leia este artigo até o final para entender como iniciar o seu comércio eletrônico e quais são as particularidades desse modelo. 

Qual é a diferença entre e-commerce, loja virtual e marketplace?

Os três termos são muito utilizados no cenário digital, mas existem pequenas diferenças entre eles que são fundamentais para o entendimento aprofundado do conceito e das operações que o e-commerce abrange.

A loja virtual se limita ao site ou portal projetado para os usuários acessarem, analisarem o catálogo e efetivarem a compra do produto ou serviço.

O marketplace é como um shopping center online. Uma única empresa é responsável pela estrutura de uma plataforma comum em que outras empresas podem comercializar seus bens como, por exemplo, o Mercado Livre e o Magazine Luiza. Nesse caso, o lojista paga uma mensalidade ou taxa fixa pelo “aluguel” de um espaço para exibir seus itens – é uma forma atraente de e-commerce que facilita o gerenciamento do negócio.

Pode-se entender o e-commerce como a noção do comércio online que envolve todos os procedimentos realizados no ambiente digital, seja em lojas virtuais, em marketplaces ou outros canais

Ou seja, a loja virtual é o único canal de vendas de um e-commerce enquanto o marketplace é uma variação de uma loja virtual não própria onde existem diversos comércios. Sendo todas as operações do mundo online abrangidas pelo comércio eletrônico.

Principais vantagens e desvantagens do e-commerce

Além de atingir uma grande parcela da população, visto que três em cada quatro brasileiros acessam a internet, e de ter uma grande concorrência no meio virtual, dado que qualquer um consegue criar um site de comércio eletrônico, separamos mais três vantagens e desvantagens para você colocar na balança.

Vantagens

  • Prospecção de novos consumidores em mercados não atendidos;
  • Aumento da área de atuação da empresa com posicionamento estratégico no mercado;
  • Relatórios mais detalhados e completos dos dados do comércio eletrônico, facilitando a mensuração e análise dos resultados.

Desvantagens

  • Às vezes, o tempo de entrega não é favorável ao consumidor;
  • Falta de relacionamento humano físico, visto que a maioria das dúvidas podem e são respondidas digitalmente;
  • Ausência de contato entre o cliente e o produto; além da visão, o tato e a experimentação são etapas importantes para grande parte dos consumidores.

5 tipos de e-commerce

Existem algumas categorias de e-commerce, além do marketplace, que têm características e finalidades diferentes. Confira as 5 mais comuns:

  1. E-commerce B2B. A sigla, business to business, se refere às empresas que vendem para outras empresas. Em geral, esse tipo de comércio disponibiliza maquinários ou matérias-primas para empresas que venderão para o consumidor final.
  2. E-commerce B2C. O business to customer são empresas que vendem para o cliente final. Diversos produtos ou serviços podem ser negociados nessa categoria.
  3. E-commerce C2C. O modelo customer to customer descreve o comércio de consumidor para consumidor. É o caso do marketplace, em que qualquer pessoa pode cadastrar seus bens e vender a outros, como é o caso do Marketplace do Facebook.
  4. E-commerce atacadista. Destina-se a vendas em grandes quantidades. Como a dimensão da entrega é maior, a logística pode ser prejudicada. Por isso, em muitos casos o e-commerce atacadista permite a compra online e a retirada na loja física.
  5. E-commerce varejista. Ao contrário do anterior, é destinado a vendas em pequenas quantidades, geralmente usado pelo mercado do varejo. Nesta categoria, as empresas não possuem grande estoque, sendo necessário ficar atento ao controle do depósito para evitar futuras complicações com o consumidor.

Crie seu e-commerce em 5 passos

Com as vantagens, as desvantagens e os principais tipos de e-commerce em mente, você tem uma maior noção do universo do comércio eletrônico e podemos te auxiliar a criar seu próprio e-commerce em apenas 5 passos. Confira:

  1. Crie um site. O site é a vitrine da sua loja, por isso, crie algo atraente, funcional e intuitivo para o usuário. Para evitar que o nome do seu negócio seja copiado, é recomendado adquirir um domínio próprio. Além disso, atualmente existem plataformas com templates prontos e gratuitos, sendo necessário customizar do seu jeito e instalá-lo. 
  2. Escolha o servidor. Basicamente, o servidor atua como armazenador de páginas da internet e como mediador entre as comunicações das URLs e dos navegantes. Ou seja, escolher um bom servidor evita problemas técnicos como lentidão no carregamento do site e queda da página quando o acesso estiver tumultuado.
  1. Defina o sistema de cobrança. Para este passo, você tem duas opções de cobrança. O sistema direto é aquele em que o caixa fica no próprio site. Isso facilita o processo de compra do cliente, mas ele também pode sentir insegurança na hora de colocar os dados bancários. Já o caixa do sistema indireto é hospedado num site subadquirente, como o PagSeguro.
  2. Faça a gestão de estoque e da entrega. Dois dos principais desafios do e-commerce são gerenciar e planejar o processo de armazenagem e de entrega. Para evitar que uma compra seja feita de um estoque em falta, é necessário vender excesso de um produto ou serviço por um preço muito baixo. Também podem ocorrer mal entendidos caso a cobertura da transportadora não seja compatível com a localização do consumidor. Portanto, separe tempo e atenção para esta etapa.
  3. Planeje o atendimento ao cliente. Organize canais para dar suporte ao cliente e receber dele o feedback do seu atendimento. CRM e Marketing de Relacionamento são duas estratégias que você pode implementar. 

Quais são as métricas utilizadas no e-commerce?

Como qualquer negócio, é preciso ter uma constante monitoração para identificar o que está dando certo e errado no desempenho da empresa. Assim, é possível otimizar ou arrumar as estratégias para que os resultados sejam positivos e o negócio esteja cada vez mais perto do sucesso. Separamos as 8 principais métricas utilizadas no e-commerce para você ficar de olho:

  1. Tráfego do site. A métrica acompanha a quantidade de usuários que acessam o seu site. Com isso, é possível identificar as taxas de conversão, determinar estratégias de atração e captação e melhorias no SEO. É interessante fazer esse acompanhamento a curtos períodos, diária ou semanalmente.
  2. Fontes de tráfego. Neste caso, você consegue monitorar de onde os usuários estão, ou não, vindo. A origem do tráfego pode ser, por exemplo, um anúncio no Instagram enquanto um anúncio patrocinado não está dando os resultados esperados. Dessa forma, você consegue investir nos canais mais efetivos e gerar efeitos positivos.
  3. Visitantes únicos x Visitantes recorrentes. Os visitantes únicos entram no site e não retornam enquanto os recorrentes acessam regularmente. Nessa balança, o número de usuários recorrentes precisa ser maior que o dos únicos para sugerir que seu site não apresenta muitos problemas.
  4. Conversão. Uma das principais métricas do e-commerce é analisar quantas visitas foram convertidas em vendas. Ela também expressa a efetividade da sua página e indica melhorias no processo de conversão. 
  5. Abandono de carrinho. Quando o usuário coloca itens no carrinho virtual mas não efetiva a compra, pode ser que haja alguma barreira para finalizar a aquisição. Fatores como custo de frete e prazo de entrega podem aumentar o número de abandonos de carrinho. Você pode contornar essa situação enviando lembretes por e-mail ou uma condição especial como um desconto.
  6. Quantidade e qualidade das avaliações de produtos. Como as avaliações são conteúdos gerados pelo próprio cliente, é possível verificar se os produtos são satisfatórios ou não. Além disso, é importante se atentar aos comentários em páginas de reclamação e em redes sociais da empresa a fim de saber se os consumidores estão enfrentando muitos problemas ou não e como está o serviço de atendimento.
  7. Ticket médio. Ele pode ser calculado tanto como o valor médio de vendas como o valor médio que cada cliente gasta, ambos em determinados períodos de tempo. 
  8. ROI. Essa métrica avalia quais investimentos estão valendo a pena ou não, visto que analisa o rendimento financeiro de um determinado investimento.

Dicas de estratégias de marketing para o seu e-commerce

Para melhorar o faturamento do seu e-commerce e ajudá-lo a decolar, existem diversas estratégias de marketing que podem ser implementadas. Confira essas dicas.

Segmentação de clientes

A partir das informações cadastrais dos usuários é possível segmentar seu público e investir em conteúdos personalizados com as ofertas que mais combinam com o perfil. Essa estratégia é muito utilizada por negócios que vendem diversos tipos de produtos ou serviços.

Fidelização de clientes

Práticas como cupons de desconto, programas de fidelidade e fretes grátis são estratégias que levam o consumidor a lembrar da sua marca por mais tempo. Isso facilita a fidelização de clientes, aumentando o ticket médio e a percepção do público, diminuindo a concorrência, entre outros efeitos. 

Categorização dos produtos dentro do site

A separação de categorias no site auxilia a navegação do usuário e pode ajudá-lo se ele estiver em dúvida com relação a o que comprar. Você pode criar categorias sazonais quando datas comemorativas estiverem chegando, dividir por padrões de produtos como rímel e blush num e-commerce de beleza e até por faixa de preços.

Além dessas estratégias, você pode apostar em Marketing de Conteúdo, simulação de experiências em lojas físicas e implementação de SEO

Principais empresas de e-commerce

Antes de dar vida para um e-commerce, você pode analisar os grandes nomes dessa modalidade de comércio para se inspirar. 

A Amazon, fundada em 1994 por Jeff Bezos, é reconhecida como um dos maiores e-commerces de nível mundial. A empresa aposta nas vendas de diversos produtos e segmentos de mercado. O Aliexpress faz parte do grupo Alibaba, a empresa chinesa supera barreiras físicas e linguísticas ao possibilitar a exportação de produtos asiáticos para todo o mundo.

No contexto nacional, a B2W Digital é uma empresa que engloba as lojas Americanas.com, Submarino, Shoptime e Sou Barato. Em 2016, foi o primeiro colocado num estudo com as 50 maiores empresas de e-commerce no Brasil, realizado pela Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo.

O grupo Cnova abrange grandes nomes, sendo eles Extra, Casas Bahia, Ponto Frio e Barateiro. Em 2015, teve um faturamento de mais de R$3,4 bilhões. Outros nomes como Magazine Luiza, Grupo Netshoes (artigos esportivos), Dell (computadores) e Madeira Madeira (móveis) são grandes exemplos do cenário brasileiro. 

Com todas essas informações, você está mais próximo de tirar a ideia de um comércio eletrônico do papel. Lembre-se de que não basta apenas lançar um e-commerce e esperar que ele seja o ponto de virada dos seus negócios. É importante também imaginar como o lançamento da sua marca ou de um novo produto ou serviço está atrelado a uma estratégia bem planejada.

Quem descobriu como realizar esse processo com sucesso foi o Rogério Salume, fundador do e-commerce Wine. No quarto módulo da série “Grandes Estratégias” do meuSucesso, Rogério aborda com profundidade o desenvolvimento deste método. A oportunidade de usufruir desse e de outros conteúdos disponíveis na plataforma do meuSucesso está a apenas um clique de distância. Não perca tempo e aproveite por 7 dias grátis.