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Entenda a teoria da Pirâmide de Maslow

22/12/2014 • por meuSucesso .com

Estudioso identificou que o ser humano tem um conjunto de necessidades que se sobrepõem umas às outras hierarquicamente

Apesar de contestada por alguns pesquisadores, a teoria das Necessidades Humanas de Maslow, segundo a qual o ser humano é motivado por necessidades organizadas em uma divisão hierárquica, é muito referenciada e continua dando base a diversos estudos. Abraham Maslow (1908-1970) foi um psicólogo americano e trabalhou no MIT, onde fundou o centro de pesquisa National Laboratories for Group Dynamics.

Ele identificou que o ser humano tem um conjunto de necessidades e que essas se sobrepõem umas às outras numa divisão hierárquica. Através de um formato de uma pirâmide, as demandas mais básicas devem ser supridas para que se chegue ao próximo nível. 

Dessa forma, as necessidades fisiológicas (oxigênio, água, comida, excreção) constituem a base de todas as necessidades,  ascendendo para as necessidades de segurança e estabilidade, amor e aceitação, estima e, finalmente, a autorrealização.

No filme "Náufrago", de 200, Chuck Noland (interpretado por Tom Hanks) é um bem-sucedido funcionário de uma empresa internacional de entregas, a Federal Express. Todas as necessidades se encontram em ponto de equilíbrio, de forma que tudo o que ele almeja é a autorrealização, o que o torna um chefe rígido e exigente. Isso até sua pirâmide ruir por conta do trágico acidente que o isolou no meio do oceano por quatro anos.

A história desse personagem é perfeita para compreender a teoria de Maslow. Confira abaixo os níveis que compões a pirâmide do estudioso, tomando como base o enredo do filme:

1º nível - Necessidades fisiológicas

Num lugar sem uma gota de água doce, Chuck tem que improvisar para não morrer de sede. A princípio, água de coco ‘engana’ a sua necessidade, mas a opção mais viável é o armazenamento precário de águas pluviais. A fome também passa a incomodar rapidamente. 

O jeito é aprender a pescar com lanças rudimentares, ‘rasgar’ a  mão tentando criar fogo por 

atrito e viver comendo crustáceos e peixes.

2º nível - Segurança e estabilidade

A lona do bote salva-vidas serve como casa para Chuck no começo, mas uma aconchegante caverna escavada na rocha, bem acima do nível do mar e protegida do traiçoeiro céu estrelado, oferece melhores condições para ser o lar de Noland.

3º nível - Amor e aceitação

Sem pessoas por perto, qualquer coisa poderia se tornar um amigo. E essa coisa tinha o próprio nome estampado na testa: Wilson, uma bola de vôlei. 

4º nível - Estima

É a necessidade que leva Chuck a acreditar na própria sobrevivência. Assim como no trabalho, ele é persistente e realizador, e essas características lhe fornecem a engenhosidade necessária para criar diversos meios de escapar do próprio exílio. 

5º nível - Autorrealização

Antes de sua experiência singular como náufrago em uma ilha, Chuck era quase uma pessoa realizada. Todas as suas necessidades anteriores, incluindo a de estima, estavam em ponto de equilíbrio, ou seja, satisfeitas. No entanto, faltava-lhe algo. A experiência de isolamento foi a última pedra da pirâmide de Chuck. De volta à civilização, ele deixou de valorizar coisas antes atrativas, como um banquete repleto de crustáceos enormes, passando a alegrar-se com o que é trivial para os outros, como um copo de água com gelo. A intensa amizade com Wilson, por mais irônico que pareça, minimizou a importância de pessoas ao seu redor. Somente depois de quatro anos como eremita é que Chuck passou a prestar atenção a detalhes que jamais percebera, como a afeição profunda por algumas pessoas e a futilidade de suas muitas amizades superficiais. Lutar por sua sobrevivência também lhe possibilitou ver o mundo com mais humildade e respeito.

Toda essa análise, aplicada ao mundo das vendas, é fundamental para compreender o que o público de fator quer e precisa.

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