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Como funciona o conceito de cauda longa aplicado aos negócios?

23/12/2014 • por meuSucesso .com

No livro A cauda longa, o autor norte-americano Chris Anderson se debruça sobre esse tema

Há pouco mais de 15 anos, ser fã de uma banda alternativa, ler autores pouco conhecidos ou preferir os filmes de Lars Von Trier aos de Steven Spielberg não eram tarefas das mais fáceis. E o motivo tem uma explicação simples: manter produtos nas prateleiras exigia uma demanda razoável, capaz de suprir os custos do estoque, o que – na prática – artistas de garagem jamais conseguiriam fazer.

Com o advento do comércio eletrônico, essa lógica tem mudado. É possível ter livrarias com mais de 100 mil livros em estoque, loja de discos com dois milhões de músicas para comprar individualmente e “locadoras” com 55 mil filmes. Claro, tudo online. Na era da superinformação, com as múltiplas possibilidades disponibilizadas pela internet, o mercado vem se transformando e modificando os hábitos de consumo. 

No livro A cauda longa, o autor norte-americano Chris Anderson se debruça sobre esse tema e mostra que, definitivamente, estamos nos transportando para os mercados de nichos. A teoria elaborada por ele traduz perfeitamente a lógica dos mercados modernos.

A tese central da ideia de cauda longa nos negócios eletrônicos é a seguinte: vender poucos exemplares, mas de muitos produtos diferentes. Os hits não precisam sumir (pelo contrário, eles continuam sendo agentes importantes), mas não são mais os soberanos que ditam as regras.

Para entender como a cauda longa dá resultados na prática, vamos a alguns exemplos:

Amazon – 98% dos 100 mil livros mais importantes geraram pelo menos uma venda por trimestre.

iTunes - Já vendeu pelo menos uma unidade dos mais de 2 milhões de faixas que mantém em seu acervo.

e-Bay – Exemplo mais claro da economia da abundância, funciona em um modelo de negócio P2P (onde o vendedor pode ser comprador e vice-versa), com cada um arcando com parte dos custos.

É essa lógica que tem conduzido os grandes negócios dos últimos tempos, todos com forte base no meio digital. A Netflix, as redes sociais, os aplicativos sociais, entre outros, todos, de alguma maneira, se apoiam no conceito abordado por Chris Anderson. Fiquem ligados nisso!

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