Empreendedorismo

Investidor-anjo e empreendedor: como deve ser essa relação?

28/04/2017 • por Cassio Spina

Como garantir um convívio saudável entre o empreendedor e o investidor-anjo?

O investimento anjo é notoriamente conhecido pela boa relação que se costuma criar entre as partes envolvidas no projeto. Isso acontece pela união de pessoas com interesses e objetivos comuns.  Mas como garantir um convívio saudável entre o empreendedor e o investidor-anjo?

Um negócio desenvolvido aos moldes do investimento anjo conectará um empreendedor que busca a oportunidade para dar vida ao negócio dos seus sonhos, e um investidor-anjo que procura um empreendimento no qual possa investir seu capital e experiência e, com isso, ter retorno financeiro e também pessoal. Nesta matéria, eu elenquei 10 dicas de como conseguir um investidor-anjo.

Tais diferenças podem, sim, ser encaradas como um potencial problema, no entanto, em um cenário pronto para o negócio, poderão ser convertidas em oportunidade de complementaridade. É claro que, ao longo do caminho, surgirão problemas, mas se os objetivos e expectativas de ambas as partes forem acordados logo no início, a resolução será bem mais simples.

Qual o papel do empreendedor?

O empreendedor, ou time de empreendedores, deve deixar claro qual o foco do seu projeto, como pretende atuar dentro do segmento escolhido e qual público quer atingir. Prazos e disponibilidade de mão de obra serão essenciais, também, nesse sentido. É necessário que não se omitam fatos passados ou se induza a um atendimento incorreto como, por exemplo, problemas em negócios anteriores. Caso isso aconteça, o investidor-anjo acabará descobrindo e o negócio pode não ser concluído ou, se já teve início, será cancelado.

Qual o papel do investidor-anjo?

Caso o negócio possua mais de um investidor – o que é aconselhável – indica-se que eles se organizem e nomeiem um líder. Desse modo, quaisquer divergências entre os investidores devem ser resolvidas entre eles e o empreendedor não precisará se envolver na questão. O investidor também não deve aproveitar a oportunidade para oferecer consultoria ou qualquer outro trabalho pago, afinal, se é um investidor, não faz sentido querer cobrar por seu apoio.

O mais importante é que os lados envolvidos mantenham altos padrões de ética, transparência e de honestidade.

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Quem escreve

Engenheiro eletrônico formado pela Escola Politécnica da USP, foi empreendedor por 25 anos na área de tecnologia, atualmente exercendo a atividade de investidor anjo para startups e advisor/conselheiro de empresas. É o fundador da Anjos do Brasil, organização sem fins lucrativos de fomento ao investimento anjo e da Altivia Ventures, empresa de investimentos e advisoring. Também é colunista/colaborador de diversas publicações, mentor da Endeavor, conselheiro de empresas e autor dos livros “Dicas e Segredos para Empreendedores” e "Investidor-Anjo - Guia Prático para Empreendedores e Investidores".

POR Cassio Spina

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