O colunista do meuSucesso.com reflete sobre nossas escolhas


“Questionar e estar consciente. Estes são os mais preciosos mestres. Eles moram no coração de todo ser humano que começa a acordar para o perigo e o desperdício de uma vida não examinada” (Thartang Tulku).

A vida é uma só e o Universo não nos devolve ao final dela os anos que vivemos sem estar plenamente conscientes.
Como nós estamos atualmente: acordados ou adormecidos? Fazendo uma pequena referência a uma das cenas introdutórias do filme Matrix, lembro-me que o personagem Morpheus diz ao personagem Neo: “Você tem o olhar de um homem que aceita o que vê porque está esperando acordar.” Contraponho: a maioria de nós aceita o que vê porque não sabe como acordar… e por isso tem medo de acordar.

Assim convido você a uma reflexão. Se você tivesse apenas mais um ano de vida em que começaria a pensar? Com certeza reveria sua vida vivida até agora e pensaria em como iria vivê-la neste ano que ainda teria, não?

Bem, neste ponto você começaria a pesar cada escolha que fizesse em sua vida porque na realidade está “con-ciente” de que toda a escolha tem um preço. Que toda a escolha que fazemos é como uma semente que se planta e que vai germinar mais cedo ou tarde propiciando-nos a colheita de acordo com a qualidade da semente plantada.

Toda a escolha que fazemos não se encerra no ato da escolha. Cada escolha reverbera infinitamente como se fosse uma pedra que lançada no meio de um lago forma uma série de ondas sucessivas. 

Assim, por exemplo, se escolho fumar a conseqüência invisível é a escolha de meu jeito de morrer. Também, a alimentação que escolho cobrará um preço mais cedo ou mais tarde. Aprendi que a gente não se alimenta só de comida, mas das escolhas que fazemos(do que vemos, lemos, ouvimos, respiramos, etc).

Indo um pouco mais além: a sua mente é o jardim. Seus pensamentos são as sementes que você planta. Que tal estar consciente da qualidade de sementes que, diariamente, por meio de pensamentos, palavras e ações plantamos em nossas mentes e por analogia nas “mentes-jardins” de todas as pessoas que convivem conosco no dia-a-dia (parentes, amigos, colegas de trabalho, funcionários e desconhecidos com os quais conversamos).

“Os pensamentos que percorrem a sua mente não são você. Você é aquele que está consciente desses pensamentos (…). É de extrema importância, então, observar e examinar os pensamentos, porque isto nos ajuda no aprendizado de nos tornarmos conscientes.” (Robert Happé).

Medo de acordar. Somos condicionados inconscientemente desde a infância a termos medos. Medos de julgamento, de não aceitação e de rejeição e nos acomodamos porque justificamos: “é assim que todos procedem”.

Precisamos estar conscientes do que motiva as nossas escolhas: medo ou amor, porque não podemos fugir da responsabilidade por nossas escolhas em nossa vida pessoal e profissional. Somos agentes e somos vítimas delas.

“As pessoas suspiram por autoridade mesmo quando lutam contra ela. Adoram que se lhe diga o que está acontecendo e o que fazer, ao invés de, por si mesmas, sentir e tentar arriscar um passo original”. (Zulma Reyo).

Que tal um passo original em direção ao seu propósito de vida? Consulte seu coração, lá está a sede de seu propósito de vida como pessoa e como profissional.

 

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Ricardo Farah

Com cerca de trinta anos de experiência em consultoria e planejamento, desenvolvimento e condução de treinamentos, Ricardo Farah é diretor da R. Farah Consultores e presta coach, consultoria e treinamento à empresas. Além disso, é professor sênior da ESPM, UFRJ, IBMEC, entre outras instituições.